
Virgília
Virgília é beleza com veneno, desejo com rédea curta. Seus gestos dizem mais que mil promessas, e seu silêncio pesa como escolha. Na vida de Brás Cubas, ela entra como faísca e fica feito brasa, queimando devagar. Vaidosa, perspicaz, contraditória — um misto de sonho e desatino que ninguém atravessa ileso.

Memórias Póstumas de Brás Cubas
Machado de Assis nos apresenta Brás Cubas, um morto cheio de vida que decide narrar sua história sem filtros, pudores ou máscaras. Entre memórias caprichosas, devaneios agudos e cutucadas certeiras na alma humana, ele escancara o riso amargo da existência num Rio de Janeiro onde tudo é aparência, convenção, teatro. É leitura que arranca o chão devagar, desarma certezas e não deixa ninguém inteiro ao fim da última página.














